Apesar de hoje me referir ao que há uma década aconteceu em Nova Iorque, o título “Estaca Zero” não deve confundir-se com a expressão “Ground Zero”. Sinónimo de “marco zero”, a expressão “Ground Zero” utiliza-se para descrever o ponto, à superfície da Terra, mais próximo de uma dada detonação. O termo tem sido muitas vezes associado a explosões nucleares e de outras bombas de grande porte, mas é igualmente usado em relação a terramotos, epidemias e outros desastres, marcando o ponto onde os danos são mais graves ou a destruição maior. Inevitavelmente, é hoje, sobretudo, associado ao local anteriormente ocupado pelas torres do World Trade Center em Nova Iorque.
“Estaca Zero” porque, dez anos depois, pouco mudou relativamente à grande maioria dos aspectos e questões levantadas com o sucedido em Nova Iorque naquela terça-feira, dia 11 de Setembro de 2001. A prová-lo estão os inúmeros relatórios produzidos e as centenas de medidas neles sugeridas e que, até hoje, nunca viram a luz do dia.
“Estaca Zero” porque continua a ser possível explodir aviões. Na verdade, a tecnologia usada no fabrico de bombas evolui mais rapidamente do que a tecnologia usada para a sua detecção. Por um lado, os terroristas só têm que fabricar meia dúzia. Por outro, a segurança dos países não pode mudar constantemente os seus sistemas de prevenção.
“Estaca Zero” porque só agora, depois de centenas de milhões de dólares terem sido gastos, começam a reconstruir-se as torres que substituirão as gémeas anteriores.
“Estaca Zero” porque o mesmo sistema de comunicação que teria permitido que polícias se comunicassem com bombeiros e restantes equipas de emergência, continua a não existir. O governo americano continua a não estar de acordo em disponibilizar uma subsecção do espectro electromagnético que se destine à comunicação via rádio entre todas as equipas envolvidas numa determinada catástrofe.
“Estaca Zero” porque nunca se soube o que realmente aconteceu… As teorias da conspiração relativamente ao 11 de Setembro são das mais elaboradas e documentadas. Todas alegam que os ataques ocorridos a 11 de setembro de 2001 foram autorizados ou mesmo fruto de uma operação clandestina orquestrada por uma organização com elementos dentro do governo dos Estados Unidos. A teoria da conspiração mais proeminente defende que o colapso do World Trade Center terá sido o resultado de uma demolição controlada ao invés de enfraquecimento estrutural devido ao fogo. Outra crença de destaque é a de que o Pentágono terá sido atingido por um míssil lançado por elementos de dentro do governo dos EUA ou que o avião comercial teria essa mesma função planeada. Os motivos citados pelos teóricos da conspiração incluem a necessidade de justificar as invasões do Afeganistão e do Iraque, bem como os interesses geoestratégicos no Médio Oriente.
É por estas e outras razões que, apesar de volvida uma década, estamos ainda na “Estaca Zero”…
“Centenas de milhões de dólares mais tarde, pouco mudou ou sabemos…”
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