Estamos a chegar ao final de mais um ano das nossas vidas. Essa efeméride poderia celebrar-se todos os dias... todos os dias se completa mais um ano da nossa existência. Contudo, quando esse dia coincide com o primeiro do mês de Janeiro, temos a tendência para lhe atribuir uma simbologia especial. Marca-se o início de um novo ano civil da chamada era vulgar.
Um novo início traz sempre consigo uma sensação de segunda oportunidade na busca de uma melhor realidade. Em cada ano que se inicia somos sempre mais sábios e experientes. Prometemos a nós próprios não cometer os erros do passado e fazer com que, de facto, seja o nosso melhor ano de sempre. É aí que surge o conceito da reabilitação. É urgente reabilitarmo-nos!
Diz-nos a ciência médica que a reabilitação é “um processo global e dinâmico orientado para a recuperação física e psicológica”. Nesse domínio, pretende-se tratar ou atenuar as incapacidades causadas por doenças crónicas, sequelas neurológicas ou lesões fruto das mais variadas causas. Trata-se de um processo global e dinâmico sempre orientado por terceiros. É aí que surge a diferença do que vos proponho. Neste momento das nossas vidas e da sociedade em que nos incluímos, a reabilitação que se impõe só pode ser desencadeada por cada um de nós. Dos valores filosóficos aos monetários, das enfermidades próprias da quadra àquelas que há muito vêm corrompendo a nossa existência, é urgente tomar a iniciativa e tentar fazer a diferença.
Podemos não ser fisiatras, enfermeiros, fisioterapeutas, assistentes sociais ou psicólogos, porém, todos influenciamos e somos influenciados no normal desenrolar do nosso dia- a- dia. Para ser bem sucedida, a reabilitação deve envolver-nos a todos! Mas por onde começar? Primeiro deveremos fazer um diagnóstico e definir as diferentes “patologias, deficiências e incapacidades existentes”. O que podemos fazer para alterar o que está mal? Como podemos melhor controlar o nosso dia-a-dia e contribuir para a reabilitação de uma sociedade solidária, fraterna, responsável e positivamente pro-activa? A isso chama-se planeamento e prescrição do tratamento, depois é só implementar.
Um novo ano está à porta. Proponho que o vivamos com intensidade e espírito de missão, como se do último se trate. Devemos tentar construír cada ano como que essa missão possa ser a nossa verdadeira contribuição para um mundo melhor, mais justo, mais solidário, mais próspero. Quando soarem as doze badaladas do próximo dia 31 deveremos visualizar um cronómetro em contagem decrescente. Teremos doze meses para dar o nosso melhor e para, no fundo, sermos melhores. No final desse tempo seremos nós os juízes… fizemos tudo o que podíamos? Contribuímos verdadeiramente para melhorar a vida dos que nos são mais próximos? Ajudámos a fazer um bocadinho de história de que podemos orgulhar-nos?
Só vale a pena começar um novo ano se estivermos dispostos a fazer a diferença!
“Estamos a tempo de fazer com que 2012 tenha sido um grande ano!”
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Comentários (3)
Beijinhos Luís
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