Steve Jobs

Luis de Matos - Thursday, October 13, 2011 - Comentários (1)

O meu primeiro encontro com um computador portátil Apple aconteceu em 1991, muito antes de saber o nome do génio que seria responsável por vinte anos sem vírus informáticos ou problemas que podem apenas fingir resolver-se com um “restart”.

Steve Jobs, o fundador da Apple, partiu aos 56 anos. A sua obra e o seu exemplo viverão para sempre. O seu génio demonstrou que é possível pensar diferente. Demonstrou que a fé move montanhas. A fé numa visão pela qual lutou com genialidade, teimosia e tenacidade. Um caminho que não foi fácil e em que o número de detractores apenas foi servindo como indicador positivo da sua genialidade.

Steve Jobs foi um visionário. Viu o que outros não conseguiam sequer imaginar. Com brilho, paixão e energia, definiu a era digital e melhorou as nossas vidas pessoais e profissionais. Salvou e revolucionou o mundo da música com o iTunes, influenciou a sétima arte com a Pixar, reinventou as comunicações móveis com o iPhone, democratizou o software com a App Store, fez-nos reconhecer a imprescindibilidade de objectos que ontem desconhecíamos. Tudo isto depois de ter inventado os computadores pessoais e de os transformar numa força de mudança social e económica.

O falecimento de um grande líder mundial ou de um qualquer ícone da música internacional não é sequer comparável ao luto global sentido na sua partida. Steve Jobs parte quando todos sentíamos que o seu trabalho ainda só ia a meio. Ainda assim, Steven Paul Jobs, nascido em São Francisco a 24 de Fevereiro de 1955, fez do nosso mundo um mundo melhor. O legado do menino adoptado por Paul e Clara Jobs é incalculável e indelével.

A transformação cultural e tecnológica por si desencadeadas são consistentes, inovadoras e profundamente estéticas. Steve Jobs deixou-nos os auscultadores brancos que são usados pelos skaters e pelos corretores da bolsa, os iPads que vemos nas mãos dos pivots de televisão e com que brincam as nossas crianças. Não mudou apenas a forma como as pessoas se comunicam, vêem filmes, ouvem música ou fazem compras na Internet; Steve Jobs tornou mais fácil e criativa a vida de todos nós.

Steve Jobs abandonou a faculdade aos 18 anos de idade, fundou a Apple aos 21 na garagem dos seus pais e era multi-milionário aos 25. Nunca parou. Pensar nele faz-nos querer não sucumbir às dificuldades. Revisitar a sua alocução aos recém graduados da Universidade de Stanford em 2005, dá-nos força e inspira-nos. Como disse António Vilhena a propósito da morte de Steve Jobs, “Há sempre uma outra vida, com as vidas daqueles que nos deixam a pensar.”

O mundo chora um dos mais geniais, visionários e influentes pensadores…”

Comentários (1)
Helena Silva commented on 15-Nov-2011 11:06 AM
O Steve Jobs morreu extremamente jovem com um cancro, por recusar a medicina tradicional e optar pela medicina alternativa. O que prova, que por mais inteligente e inspirador que seja um Homem, há sempre uma parte do cérebro que não funciona. Se há estudos
feitos, por pessoas que também não são estúpidas e que comprovam, que com a medicina convencional, a probalidade de Cura ou Melhoras é maior.

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